Bruxelas: Grand Place

Grand Place, Bruxelas, Bélgica - Agosto/2016. (Foto: Rafaela Ely)
O Museu da Cidade, que mostra a história de Bruxelas, fica na Maison du Roi/Broodhuis 

Free walking tours são uma ótima opção para viajantes que não têm muitos trocados para gastar com passeios, mas gostam de aprender sobre a história da cidade em que estão. O VIVA Brussels Free Walking Tour apresenta as principais atrações de Bruxelas em um roteiro que dura umas duas horas. Todos os dias, às 10h, os guias encontram os turistas na Grand Place, praça central da capital belga.

Grand Place, Bruxelas, Bélgica - Agosto/2016. (Foto: Rafaela Ely)
A torre do Hôtel de Ville é majestosa

As pessoas são agrupadas em duas turmas: uma tem as explicações em inglês e uma em espanhol. Apesar dos idiomas oficiais da cidade serem o francês e o holandês, não há explicações nessas línguas. Grupo em espanhol era menor, então me juntei a eles. Chovia bastante (tive que comprar uma capa de chuva em uma loja de souvernirs ali perto), o que atrapalhou a conexão com o lugar. Mesmo assim, o peruano que nos liderava, morador de Bruxelas há quatro anos, conseguiu cativar os visitantes durante o passeio com seu jeito despachado, engraçado e informado.

Grand Place, Bruxelas, Bélgica - Agosto/2016. (Foto: Rafaela Ely)
Desalihamento entre coluna e porta foi um erro que, segundo dizem, custou a vida do arquiteto

A apresentação começa na Grand Place. O largo foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco e classificado por Victor Hugo como “um milagre”. O autor morou em uma das casas localizadas na praça e terminou uma de suas obras mais famosas neste endereço. Parte de Os Miseráveis foi escrita na época em que o francês viveu ali.

Grand Place, Bruxelas, Bélgica - Agosto/2016. (Foto: Rafaela Ely)
Victor Hugo viveu na 26-27 da Grand Place
A prefeitura

Do lado oposto da praça fica a prefeitura O escritor a chamou de “uma joia, uma fantasia deslumbrante sonhada por um poeta e concretizada por um arquiteto”. Conhecido como Hôtel de Ville, o prédio foi erguido no começo do século 15 em estilo gótico. Diz a lenda – segundo o guia -, que o arquiteto que o planejou se suicidou por causa de um erro na construção. Uma coluna da fachada não estava centralizada e isso causou um estranhamento estético.

O Museu da Cidade

Em frente à prefeitura está o glorioso Museu da Cidade. Ele está instalado no imóvel conhecido como Maison du Roi (Casa do Rei), em francês, e Broodhuis (Mercado do Pão), em holandês. Em estilo neogótico, o edifício foi construído no século 16 e também integra a lista da Unesco de Patrimônios da Humanidade.

O Manifesto Comunista
Grand Place, Bruxelas, Bélgica - Agosto/2016. (Foto: Rafaela Ely)
Marx e Engels se econtravam aqui

Do outro lado da Grand Place, vizinho ao Hôtel de Ville, está o estabelecimento onde Karl MarxFriedrich Engels escreveram o Manifesto Comunista. Na época em que Marx e Engels discutiam suas ideias, o espaço era um bar singelo e barato. Hoje, é um restaurante chique e caro, o que impede a visita de alguns admiradores da obra.

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Além do destaque para essas construções, o guia também apontou outras propriedades turísticas ao redor da praça, como o Hard Rock Café e o Museu da Cerveja. A Bélgica oferece mais de 1,5 mil rótulos diferentes – incluindo a Stella Artois, que é menos badalada do que eu imaginava. O país é um dos produtores de cerveja mais famosos do mundo. Contudo, o peruano, apreciador da bebida, não recomendou o paseio ao espaço, e sugeriu a visita ao incontáveis pubs da cidade para aprender mais sobre o precioso líquido.

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