
Bruxelas é uma cidade linda, mas não tem uma grande variedade de atrações para os visitantes. Os três dias que fiquei pela capital da Bélgica foram mais do que suficientes – ainda mais no verão, quando anoitece somente pelas 22h. Após percorrer os principais pontos turísticos com o VIVA Brussels Free Walking Tour, voltei a alguns lugares que me interessavam (a maioria locais fechados, para me abrigar da constante chuva que caía).

O Museu dos Instrumentos Musicais
Aproveitei que o walking tour encerrou perto do Museu dos Instrumentos Musicais (MIM) e me dirigi para lá. Entrei pelas 13h e saí no horário de fechamento, 17h. Essas quatro horas não foram o suficiente para a exploração de todas as peças de variadas épocas e diversas partes do mundo. Além da imensa quantidade de instrumentos espalhada pelos cinco andares do prédio, a disposição confusa contribui para o tempo em que se passa lá dentro.

Ao entrar, depois de pagar os 6 Euros do ingresso, o visitante recebe um audio guide com informações a respeito dos objetos expostos. As peças são identificadas com números que correspondem a uma faixa do guia. A sinalização deixa a desejar, pois não há indicação para que lado deve-se seguir. Várias faixas do guia estavam desativadas, o que deixa o turista perdido, pois procura-se por um número que não existe.

Fora isso, muitas gravações têm apenas o registro sonoro, sem nenhuma explicação sobre a origem do objeto. O pior é quando a música tinha mais de um instrumento, dificultando a identificação do som daquele aparelho em particular. Outro problema é que, em alguns casos, os números representam mais de um objeto e o áudio se refere a apenas um deles. Apesar dessas falhas – que não são pequenas -, o acervo é tão impressionante que compensa. É um programa imperdível para qualquer fã de música.

Os Museus Reais de Belas Artes
O MIM foi o primeiro dos museus que visitei durante a estada em Bruxelas. Os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica (Musées royaux des Beaux-Arts de Belgique) também fizeram parte do passeio. O complexo reúne seis entidades: o Museu Wiertz (Musée Wiertz Museum) e o Museu Meunier (Musée Meunier Museum), dedicados a Antoine Wiertz e Constantin Meunier, respectivamente, ficam mais afastados. O Museu de Arte Antiga (Musée Old Masters Museum), o Museu do Fim do Século (Musée Fin-de-Siècle Museum) e o Museu de Arte Moderna (Musée Modern Museum) ficam próximos à Praça Real (Place Royale), no mesmo prédio, e o Museu Magritte (Musée Magritte Museum) fica ao lado.

Magritte
Museu Magritte é inteiramente dedicado ao criador do quadro “Traição das imagens” (popularmente conhecido como “Ceci n’est pas un pipe“). Apesar de ser a tela mais famosa de René Magritte (1898-1967), ela não está no museu em Bruxelas, mas em Los Angeles, nos Estados Unidos. Mas outras obras do artista podem ser apreciadas pelos visitantes, incluindo muitas relacionadas ao cachimbo.

van gogh, gauguin, rodin e serrano
Para mim, os destaques da coleção permanente do conjunto dos museus de Arte Antiga, Fim do Século e Arte Moderna ficam a cargo dos gênios Van Gogh e Gauguin (meus queridinhos), além de uma escultura de Rodin. Mas o que mais chamou a atenção foi a exposição temporária do fotógrafo nova-iorquino Andres Serrano. “Uncensored photographs” mostrou imagens tristes e belíssimas de moradores de rua, retratos de ~pessoas comuns~ misturados aos de ~personalidades~ e placas usadas por pedintes.
street art
A entrada para os Museus Reais é grátis na tarde da primeira quarta-feira de cada mês e dei a sorte de visitá-los neste dia. Mas não é só nos espaços formais em que a arte aparece em Bruxelas. Os desenhos estão espalhados em todos os cantos da terra do Tintin e dos Smurfs. Muros de prédios viram murais para que pintores se expressem. A Bélgica é uma referência quando se fala em quadrinhos e as ruas de sua capital fazem jus à fama do país.

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