Mobilidade acadêmica na Ball State University

mobilidade academica
A Shafer Tower, mais conhecida como Bell Tower, é o cartão postal da Ball State

Terminei meu intercâmbio em Bournemouth, na Inglaterra, com os certificados IELTS e CAE em mãos. O primeiro venceria em dois anos, então pesquisei as oportunidades de mobilidade acadêmica oferecidas pela minha universidade e decidi estudar um semestre de Jornalismo na Ball State University (BSU), na cidade de Muncie, Indiana, nos Estados Unidos.

A MOBILIDADE ACADÊMICA
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Vivenciei o ambiente acadêmico dos Estados Unidos por um semestre

Escolhi assuntos que eu não teria oportunidade de aprender no Brasil, aprofundar-me em matérias que eu só tivera noções básicas ou – confesso – conteúdos que eu sabia que na minha universidade as cadeiras eram chatas. Pude validar os créditos de algumas e outras só assisti para adquirir conhecimento.

Estudei em dois programas diferentes: o de Jornalismo e o de Notícias. Tive aulas de Jornalismo Esportivo, Reportagem e Edição Fotográfica, Grandes Histórias, Acontecimentos Atuais e Análise de Audiência. Além disso, participei de algumas atividades extra-curriculares: produtora de filmes, jornal diário e reportagens de televisão.

O DORMITÓRIO

Vivia no Shively Hall um dos dormitórios da universidade (chamados Residence Halls), dentro do LaFollette Complex, o maior complexo de residências da Ball State. Como aluna de mobilidade acadêmica, era obrigada a viver dentro do campus.

Mobilidade acadêmica
Cinco dormit’orios faziam parte do complexo LaFollette

No quarto andar estava a recepção de Shively, a sala comum – com sofás, televisão, um piano e mesa de ping-pong – além do pequeno laboratório de informática. O quarto da diretora do dormitório também ficava ali.

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O Shively Hall, parte do LaFollette Complex, foi onde vivi por quatro meses

Estudantes locais trabalhavam em diversas funções dentro do dormitório em troca de bolsas de estudo. Os que eu mais convivia eram os da recepção e os RAs (Resident Assistants). Cada um deles era responsável por um andar e organizavam atividades para os moradores.

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Estudantes locais e estrangeiros interagiam nas atividades planejadas pelos RAs

Havia dois andares em que bebidas alcoólicas eram permitidas – somente para maiores de 21. Nesses pisos viviam os mais velhos. Os quartos eram espalhados pelos longos corredores e cada andar tinha uma pequena cozinha. Os banheiros ficavam no meio de dois quartos e eram divididos entre os quatro residentes. Havia lavanderia em somente dois andares.

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Não repare a bagunça – eu e minha roomie tínhamos uma cama, um armário e uma escrivaninha cada

Eu ainda tinha 20 anos, então morava no terceiro andar. Era um dos poucos pisos em que os quartos dos meninos era separado do das meninas pelo hall do elevador. Além disso, tínhamos uma cozinha maior e uma sala de estar. Os banheiros eram de uso dos cinco quartos, em que viviam dez gurias. Eu dividia a peça com uma menina de Indiana.

AS REFEIÇÕES

Café da manhã, almoço e janta também eram feitos dentro da BSU. Os estudantes de mobilidade acadêmica precisavam pagar o plano de 21 refeições semanais (três diárias, todos os dias). Eu tinha um cartão – o mesmo que dava acesso ao dormitório e outras áreas da universidade -, onde o dinheiro era depositado e então podia gastar o crédito em qualquer estabelecimento do campus.

O Atrium era o refeitório mais próximo às minhas aulas
A VIDA SOCIAL

Fiz poucas, mas boas amigas durante o semestre. Nos conhecemos no ônibus do aeroporto de Indianápolis até a universidade. Éramos todas estrangeiras: duas inglesas, uma espanhola, uma holandesa, uma finlandesa, uma alemã e uma chinesa.

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Amigos durante uma viagem de fim de semana pelo interior de Indiana

No dormitório, ainda conheci um tailandês que morava em Los Angeles e um menino dos Estados Unidos. Os únicos outros locais com quem me enturmei um pouco foram os RAs, já que era parte de seu trabalho interagir com os residentes. Meus colegas não pareciam ter interesse em me conhecer.

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Eu preenchia a maioria de meus fins de semana com atividades organizadas pela BSU

Não havia muito para fazer em Muncie, então minha programação era quase sempre dentro do campus, com atividades ligadas à juventude universitária. Havia um centrinho pequeno (duas quadras somente) em uma das extremidades do campus. Passeava ali para ir a lojas, restaurantes ou bares (esses, só depois de completar 21). Depois da data, também pude acompanhar meus amigos em algumas discotecas no centro.

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A corrida de camas foi uma das atrações agendadas
O TRANSPORTE

Eram poucas as opções de transporte público. Alunos não pagavam para usar o ônibus da cidade, então o utilizávamos para ir ao supermercado ou ao centro de Muncie. Uma linha de micros levava ao aeroporto de Indianápolis. Para outras raras viagens, aluguei um carro ou fui de carona com amigos.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Carmem Ely diz:

    Achei muito interessante esta experiência.Parabens pela iniciativa deste intercambio.
    Parece que valeu muito a pena.

    1. melevaemboraestradaafora diz:

      Valeu muito a pena, sim! Academicamente, pessoalmente e turisticamente.

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