7 em 500: Voluntariado vale a pena?

Workaway, Worldpackers e Wwoof são as plataformas mais populares de voluntariado

Voluntariado é uma excelente maneira de economizar na durante a viagem. Workaway, Worldpackers, Wwoof e grupos no Facebook são algumas das plataformas mais usadas para divulgar e procurar essas vagas. Contudo, é importante pensar se realmente compensa trocar trabalho por hospedagem (e, no melhor dos casos, comida também).

O TEMPO

O que deve se considerar principalmente é o tempo. Em geral, os estabelecimentos que propõe essas permutas pedem para que os viajantes fiquei pelo menos duas semanas no local. Isso porque sempre a fase de treinamento e de fato, a pessoa só saberá fazer as atividades depois de alguns dias de adaptação.

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Também é preciso pensar no tempo para conhecer a cidade, já que há o compromisso do trabalho, que varia bastante de carga horária. Às vezes, quatro horas por dia, às vezes seis, quatro dias por semana, cinco, seis, depende do que o local pede.

AS PLATAFORMAS

O Wwoof, como o próprio nome World Wide Opportunities on Organic Farms aponta, foca em oportunidades em fazendas orgânicas. Para participar, o futuro voluntário compra uma lista com os anfitriões do país que ele quer e entra em contato para saber se o aceitam ou não.

A Wwoof é voltada para fazendas orgânicas

O Workaway e o Worldpackers oferecem voluntariados diversos. Limpeza, recepção e manutenção de hostels são algumas das vagas mais comuns. Ajuda com animais de estimação, ensino de língua e serviços domésticos também são bastante populares. Eu assinei o Workaway, mas desisti de usá-lo depois de um tempo, pois eram poucos os anfitriões que me respondiam.

A Workaway custa US$ 42 por ano

O pagamento das duas é feita de maneira anual. A Workaway custa US$ 42 por ano (uns R$ 170) e a Worldpackers US$ 49 (uns R$ 190). Antigamente, a Worldpackers possuía um sistema de pagamento por contrato fechado – por isso não os escolhi -, mas isso deixou de valer em outubro de 2017.

A Worldpackers custa US$ 49 por ano

Outra maneira mais informal de informar-se sobre oportunidades de voluntariado são os inúmeros grupos do Facebook. Há alguns gerais de viagem e uns mais específicos sobre troca de trabalho por hospedagem. A estratégia que mais usei durante minha viagem foi diretamente contatar hostels que me pareciam interessantes (buscava os de melhor qualificação no Hostelworld) e perguntar se eu podia ajudar de alguma maneira.

AS EXPERIÊNCIAS

Durante a viagem de mais de 500 dias por sete países da América do Sul, fiz sete voluntariados. Dois foram no Uruguai – em Cabo Polonio e Montevidéu -, um na Argentina – em Mina Clavero -, dois na Bolívia – em La Paz e Achacachi -, um no Peru – em Arequipa -, e um na Colômbia – em Santa Marta.

NO URUGUAI

Ao chegar a Cabo Polonio, vi na plataforma Worldpackers – que ainda trabalhava com o sistema de pagamento por contrato – que uma casa buscava gente para trabalhar. Como não paguei, não pude entrar escrever para eles eles.

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Contudo, como o povoado é pequeno, encontrei a tal da casa, bati na porta e perguntei se havia oportunidade para que eu e minha amiga ficássemos ali. Acabamos ficando por duas semanas – e foram algumas das melhores de toda a viagem – ajudando nas tarefas domésticas e no trabalho de fazer conservas de cogumelos sem horário fixo. Tínhamos cama e comida, com a qual colaborávamos eventualmente.

Em Montevidéu, consegui um voluntariado pelo Workaway. Fiz um vídeo para uma casa de estudantes em troca de uma semana de hospedagem. Em troca do trabalho, só recebia um quarto. A comida ficava por minha conta. O melhor de tudo era a flexibilidade das horas.

VEJA O VÍDEO ELABORADO DURANTE O VOLUNTARIADO
NA ARGENTINA

Na Argentina foi minha segunda e última experiência com o Workaway. Fiz limpeza e recepção em um hostel em Mina Clavero por quase três semanas. O trabalho era intenso – para voluntariado – , quatro dias de seis horas, e havia bastante coisa para limpar. Lá, ganhei cama em quarto compartilhado e café da manhã.

O mais lindo dessa experiência foi, sem dúvida, as pessoas que conheci. Meu colega de voluntariado se tornou um grande amigo – inclusive fomos colegas mais tarde na Colômbia. Além disso, fiquei em Mina Clavero durante as férias de inverno, então os hóspedes ficaram vários dias, o que criou um grande vínculo entre todos nós. Fazíamos churrasco, música, comíamos tortas fritas, bebíamos fernet con coca e simplesmente jogávamos conversa fora.

NA BOLÍVIA

Fiquei mais de um mês de bartender em um hostel de La Paz. Cheguei nele buscando os albergues melhor qualificados na cidade e escrevendo para eles no Facebook. Claro que muitos não responderam, mas tive dois retornos. Optei pelo bar para aprender esse ofício.

voluntariado
O bar do hostel em La Paz tinha momentos de pico e alguns de calmaria

Tinha uma cama em quarto compartilhado exclusivo para voluntários e café da manhã. O ruim era que não havia cozinha no estabelecimento. O pior era que o dono era um idiota. Só aguentei todo esse tempo, pois tinha um compromisso na cidade e precisava ficar. Trabalhava cinco dias por semana por seis horas.

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Aprendi a fazer alguns drinks enquanto estava por lá

Em Achacachi fiquei uns dias limpando piscina e sauna. Era bem nojento, meu quarto era muito simples, mas recebia todas as refeições. Encontrei esse trabalho no Couchsurfing, pois o menino oferecia casa e, caso trabalhasse, comida também. Eu precisava matar tempo antes de chegar na próxima cidade, então, topei.

NO PERU

Busquei bons hostels de Arequipa no Hostelworld e escrevi para eles no Facebook. Um deles me respondeu e talvez tenha sido o voluntariado mais fácil que fiz. Seis dias por semana por quatro horas fazendo recepção. Era uma tarefa muito tranquila, então pude dedicar-me ao blog durante o expediente. Tinha cama em um quarto compartilhado e café da manhã.

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O melhor era que eu trabalhava em um albergue e vivia em outro, a uma quadra, do mesmo dono. Então os momentos de trabalho eram bem separados dos de descanso – o que muitas vezes não fica claro quando se mora no serviço e os hóspedes te solicitam quando tu estás relaxando. Também foi ótimo, pois conheci pessoas nos dois hostels – mas criei mais vínculo onde eu morava. Outro benefício foi o desconto para voluntários no trekking ao Cânion de Colca.

NA COLÔMBIA

Por intermédio do meu colega de Mina Clavero, consegui um hostel para trabalhar uns dias em Taganga, balneário de Santa Marta. Ele já estava voluntariando lá e fui visitá-lo. Gostei tanto da vibe – e da vista – que pedi para ele perguntar se eu também poderia ajudar.

Ganhávamos comida e cama em um quarto compartilhado. Ajudávamos no bar, recepção e decoração. Trabalhei oito horas nos poucos dias em que fiquei. Nos primeiros dias, quase não havia hóspedes, então estava muito tranquilo. No últimos, o movimento aumentou, e o volume de trabalho também, mas como havia feito amizade com um casal de hóspedes e meu colega também estava sempre por perto, trabalhava conversando com eles e quase não sentia as horas passando.

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