Magdalena: Parque Nacional Tayrona

O Parque Tayrona é o destino mais queridinho do caribe colombiano

O Parque Nacional Natural Tayrona é um dos lugares mais turísticos da Colômbia. Localizado no norte do país, no departamento de Magdalena, a maneira mais fácil (e não tão fácil assim) de acessá-lo é por Santa Marta, a capital departamental.

DE SANTA MARTA AO TAYRONA

O ônibus sai próximo ao Parque Sesquicentenário a cada meia hora. A passagem custa COP 7.000 (uns R$ 12) e a viagem demora mais ou menos uma hora e quinze minutos. Pedi para o motorista me deixar mais próximo à entrada do Cabo San Juan del Guía (a cereja do bolo), que é a Calabazo, inclusive mais perto de Santa Marta, mas ele acabou me deixando na entrada em El Zaino (suspeito que haja convênio e pagamento de comissões aos motoristas).

O Cabo San Juan del Guía é a parte mais turística do Parque Tayrona

Ao descer do veículo, uma mulher já me abordou e aos outros viajantes. Disse que era necessário que já reservássemos nossa hospedagem ali, fosse ela em rede, barraca ou cabanas. Honestamente, não sei se era verdade ou não.

Com este mapa, a senhora falou sobre o parque

Ela mostrou um mapa do parque para mim e para um senhor e seu filho que viajavam juntos. Apontou quais as praias estavam aptas para banho, já que algumas não é possível entrar em função da violência das ondas, e nos mostrou os lugares possíveis de acampar (tanto eu quanto eles tínhamos barraca). Cada noite custava COP 15.000 (uns R$ 24) por pessoa. Eles escolheram – e eu fui na onda – um camping perto do mar, mas que não se podia banhar.

 

Depois de assegurar a hospedagem, foi preciso comprar, em outro guichê, o tal do seguro. Ele custa COP 2.500 (uns R$ 5) por dia, e, como pernoitei, tive que pagar por duas diárias. O pessoal com quem eu estava alugou ali também o cavalo para levar as mochilas por COP 20.000 (uns R$ 30).

A CHEGADA AO PARQUE TAYRONA
Não há muito conforto na área de espera para comprar as entradas

Finalmente, chega-se à entrada do Tayrona. Lá, esperamos uma meia hora na fila para comprar a entrada de COP 45.000 (cerca de R$ 70). Dali pode-se pegar um ônibus por COP 3.000 (uns R$ 5) até o começo da trilha. Meus companheiros procuraram seus animais que carregariam sua bagagem e ofereceram para levar a minha também, já que ainda havia espaço. Aceitei e só aí começamos a caminhar de verdade.

Belas paisagens aliviam o cansaço da longa caminhada até o camping

Durante a trilha, além de poder observar o mar, quando a vegetação abria, vimos muita flora e fauna local, inclusive macacos. Foi um alívio não ter a mochila nas costas durante a hora e meia em que andamos em meio à mata, subindo e descendo escadas (contudo, eu sabia que o mesmo caminho me esperava no dia seguinte, e, desta vez, eu estaria carregada).

Macacos apareceram perto da trilha para a alegria dos turistas

Alcançamos nosso camping no setor Arrecifes depois de passar por uma das praias e que não era permitido o ingresso no oceano. O sol estava forte, eu sentia muito calor e o cansaço era grande. Por isso, estudei rápido um lugar para dormir em uma sombra, armei a barraca, me troquei e fui para a praia de Arenilla.

Arrecifes é uma das praias em que está proibido nadar
AS PRAIAS DO TAYRONA

Uma caminhada de uns 15 minutos leva até lá, passando por uma lagoa. Placas alertam para a presença de jacarés, o que me deixou meio apreensiva em estar sozinha, mas não vi nenhum réptil todas as vezes que passei por lá. O que vi foram cavalos atravessando a água. Fiquei com medo de serem atacados (nem sei se jacarés morderiam um cavalo), contudo nada aconteceu.

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Depois de tomarem água, os cavalos atravessaram a lagoa

Me banhei em Arenilla, apesar de sua beleza não ter me chamado muito a atenção. Eu queria mesmo era me refrescar. Descansei um pouco na areia e segui caminhando para as praias da esquerda. A próxima era La Piscina. Com uma água mais tranquila, é um excelente lugar para usar uma máscara de snorkel e observar a vida marinha (eu não tinha uma e perdi essa oportunidade).

 

CABO SAN UAN DEL GUÍA

Bem cedinho na manhã seguinte, passei reto por essas duas praias e cheguei ao maior cartão-postal do Tayrona: o Cabo San Juan del Guía. O lugar tem méritos para ser o xodó do parque. Sua beleza me impressionou, com uma cabana cheia de redes instalada no topo do morrinho no cabo e praias de águas azuis dos dois lados. Mesmo em baixa temporada, é um local concorrido, por isso decidi ir cedo. Preferi a praia da esquerda, com água mais funda e transparente.

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As redes ficam no alto do Cabo San Juan del Guía
PRAIA NUDISTA

Depois de me deleitar naquele paraíso, segui até a praia Nudista. Lá, os visitantes tem a permissão, e não a obrigação, de ficar sem roupa. Havia pouca gente, todas com roupa. Já era próximo ao meio-dia e decidi voltar para levantar o acampamento. Sabia que teria um longo caminho pela frente.

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A praia Nudista tem ondas violentas

Apesar do cansaço, ao chegar no estacionamento, decidi conhecer a praia Piscinita, a uns 15 minutos dali. Não valeu à pena. É aqui que fica o resort com as famosas ecohabs no meio do mato. Havia um restaurante chique, cujos pratos nem ousei olhar o preço. É um espaço do Tayrona para quem procura turismo de luxo. Mesmo com esse desvio, consegui chegar à parada do ônibus antes das 18h30min, quando passa o último veículo em direção a Santa Marta.

A praia Piscinita é a única com guarda-sóis a disposição
O QUE LEVAR AO TAYRONA

Eu não levei minhas botas. Grande erro. Além de dificultar a caminhada para entrar e sair do parque, além de não ter conforto nos pequenos percursos entre as praias, o fato me impediu de conhecer o Pueblito Chairama. Ele fica a aproximadamente 2,5 quilômetros do cabo.

As trilhas até as praias variam bastante de terreno

Não quis arriscar por não ter um calçado adequado para proteger meus pés da irregularidade do terreno. Mas quero voltar mais preparada. Lá estão ruínas de construções do povo Tayrona. Também quero fazer o trekking de quatro dias para a Ciudad Perdida quando regressar, mas isso é outra história.

Sem botas, galhos e pedras podem machucar os pés

Protetor solar e repelente são fundamentais para uma estada confortável, sem queimaduras sem picadas. Roupas leves e boné também são recomendados, pois a temperatura nunca baixa muito por lá. Sim, pode chover, então o ideal é que a barraca aguente um pouco de água.

O sol castiga durante a caminhada, um boné é bem útil

Falando em água, importante levar uns dois litros para consumo pessoal por dia. Há para comprar por lá, mas mais cara do que fora do parque. Também levei latas de atum e bolachas para não gastar com comida lá, mas o próprio camping tem um restaurante, onde são vendidas refeições.

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MAPA:

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3 comentários Adicione o seu

  1. RO diz:

    O seu jeitinho de contar é muito envolvente, mas desta vez não fiquei com vontade de ir junto. Muito sofrimento uiuuiui!

    1. melevaemboraestradaafora diz:

      Hahaha… Realmente, tem um sofrimento envolvido e voltar não está nas minhas prioridades… Hehehe .. bjssss

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