Nasca

A linha de Nasca conhecida como “Árvore” pode ser vista de um mirador

Nasca é uma das cidades mais conhecidas do Peru em função das famosas Linhas de Nasca. Há duas maneiras de conhecer esses misteriosos traços no solo do deserto: com um sobrevoo de menos de uma hora que custa uns US$ 60 (uns R$ 210) ou visitando miradores que custam 3 soles (cerca de R$ 3).

Do alto da torre pode-se observar três linhas de Nasca

De avião pode-se observar mais desenhos e se tem uma vista mais alta. Eu visitei apenas um mirador, tomei um ônibus de 3 soles (R$ 3) em Nasca que me deixou na torre de observação da estrada Panamericana Sur. Dali são visíveis Las Manos, El Árbol e El Lagarto. Foi interessante conhecer esta atração que desperta a curiosidade de tanta gente, mas não o suficiente para voar.

Fiquei menos de meia hora olhando as linhas e decidi voltar para o centro. O bus demorou bastante para vir e o sol e o calor eram intensos. Perguntei para uma família que estava saindo dali se poderiam me levar a Nasca. Eles concordaram e subi em sua van. Foi a única vez que peguei carona no Peru.

TOUR DE AVENTURA E HISTÓRIA EM NASCA
nasca
Veículos areneiros levam os turistas para o tour

Contudo, Nasca é mais do que somente as linhas. Há um tour à tarde que mistura adrenalina e arqueologia. Em buggys, os turistas são levados em bastante velocidade pelas dunas e estradas do deserto. Uma das paradas é para fazer sandboard. É possível praticar o esporte em pé ou deitado.

As pranchas de sandboard não têm grande qualidade, mas servem para divertir-se

O passeio começa com o Aqueoduto Ocongalla, construído pelos nascas, uma cultura pré-incaica. Essa é uma das 50 estruturas neste estilo na província. Segundo o guia, 20 delas seguem funcionais, mesmo depois de tantos anos. Esses canais de irrigação serviam para extrair água do subsolo.

O Aqueoduto Ocongalla segue ativo em Nasca

Outro sítio arqueológico dos nascas que se visita são as pirâmides de Cahuachi. Elas eram usadas como templos cerimoniais, para sacrifícios e outros rituais, ninguém vivia de fato nelas. De acordo com o guia, há 15 destes edifícios em um raio de 22 quilômetros, mas a maioria deles ainda por ser estudada.

A pirâmide de Cahuachi servia como centro cerimonial

O que mais chama a atenção dos turistas é o cemitério profanado. Em uma grande extensão de areia estão espalhados restos humanos. Eles foram retirados de seus enterramentos por ladrões que buscavam objetos valiosos. Os nascas enterravam seus mortos em posição fetal e com seus pertences, pois acreditavam no renascimento.

Os restos mortais dos nascas ainda podem ser encontrados no deserto

Os órgãos vitais eram retirados e colocavam algodão no seu lugar, o que gera um processo de mumificação. Além disso, as covas não passavam de 1,5 metros de profundidade, pois mais abaixo há umidade. Esse procedimento aliado com o clima seco da região fez com que os esqueletos mantenham-se quase intactos até hoje.

O PÔR DO SOL NO DESERTO
O momento mais lindo do tour é a hora do entardecer

A última parada do tour é para apreciar o pôr do sol no meio do deserto. Os guias conhecem os melhores lugares para poder apreciá-lo. É bom levar um abrigo leve, pois a temperatura cai ao anoitecer. Também é recomendado ter em mãos algo para cobrir o rosto contra vento e areia.

MARIA REICHE, PAREDONES E CANTALLO
Paredones é um dos sítios arqueológicos de Nasca

Há ainda mais lugares para conhecer na cidade. O Museu Maria Reiche conta a história da pesquisadora que descobriu as Linhas de Nasca. Já as ruínas de Paredones e os aqueodutos de Cantallo – acessíveis com o mesmo ingresso de 10 soles (uns R$ 10) são outros exemplares de construção pré-incaica.

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