San Miguel de Tucumán

San Miguel de Tucumán
A “Casa de Tucumán”, como é popularmente conhecida, é um local importante para a independência argentina

San Miguel de Tucumán tem um papel fundamental na história da Argentina. Em um imóvel do fim do século 18 o Congresso Geral Constituinte declarou a independência do país, em 9 de julho de 1816. A construção, hoje conhecida como Casa Histórica de La Independencia, foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941 e reconstruída em 1943, quando se tornou o Museo de la Independencia. Suas cores – azul para portas e janelas e branco para as paredes – fazem alusão à bandeira da pátria.

San Miguel de Tucumán
A sala onde a declaração de independência foi reproduzida na Casa Histórica

O Salón de la Jura (salão do juramento) é a única parte original preservada, e reproduz o cenário deste importante acontecimento. No resto da casa há informações sobre o processo que levou a Argentina a separar-se da Espanha, reproduções do texto assinado pelos congressistas e objetos do período colonial. Na parte externa há um jardim, o pátio de homenagens e a galeria das placas. À noite, de terça a domingo, é realizado um espetáculo de som e luz que trata dos fatos que levaram à independência. Tanto a visita diurna à casa como o show são gratuitos.

MERCEDES SOSA, A NEGRA
San Miguel de Tucumán
Figurino de Mercedes Sosa

Outro espaço interessante de visitar é o Museo Folklorico Provincial. Nele, são apresentados vários aspectos da tradição dessa região, como a renda e a música. Há uma sala dedicada exclusivamente para a cantora Mercedes Sosa, cultuada internacionalmente. Haydée Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán em 9 de julho de 1935. Posteriormente, essa mulher de voz forte e inconfundível ficou conhecida para o mundo como La Negra. Ela também é homenageada com uma estátua no centro de informações turísticas do município e seu nome foi usado em um teatro da cidade.

Na terra da Negra. (San Miguel de Tucumán, Argentina)

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AS IGREJAS DE SAN MIGUEL DE TUCUMÁN

Do centro de informações sai um passeio a pé gratuito por quatro igrejas localizadas na zona central. A primeira que visitamos foi a San Francisco e seu convento. Nela estão guardados os móveis usados na casa no dia da declaração da independência. A segunda foi a Matriz, também chamada de Catedral Nuestra Señora de la Encarnación. É a terceira igreja mais antiga da Argentina, construída em 1685. Ela guarda Cruz de Madera, instalada em 1565 na primeira fundação do município.

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A Basílica Menor de La Merced foi a terceira que entramos. Ela tem vitrais em alusão à Batalha de Tucumán e ao General Belgrano, devoto da santa, cujo bastão de mando está em exposição na igreja. A Virgen de La Merced é a patrona do exército. A quarta e última foi a Basílica Menor Nuestra Señora del Rosario. A Iglesia Santo Domingo, seu outro nome, foi inaugurada em 1884. Ao longo do tour, o guia vai explicando detalhes da arquitetura e diferenças na interpretação das imagens e símbolos utilizados nos templos, segundo os valores de cada ordem religiosa.

A PRAÇA INDEPENDÊNCIA E A CASA DE GOVERNO

Na metade do passeio, o guia fez duas pausas que não tinham a ver com igrejas. Uma delas foi a Plaza Independencia, onde observamos a Estátua de la Libertad. A obra da escultora tucumana Lola Mora foi colocada no centro da praça e uma das interpretações é que ela estaria ali para vigiar os governantes. Eles se encontram na Casa de Gobierno, em frente ao largo. Inaugurado em 9 de julho de 1912, em 2013 se tornou Monumento Histórico Nacional. É possível visitar gratuitamente partes do belo edifício, sede do governo da província.

O PARQUE 9 DE JULIO E AS COMIDAS
San Miguel de Tucumán
O Parque 9 de Julio fica um pouco afastado do centro, e foi criado para os 100 anos da independência

Outro lugar que vale a pena conhecer é o Parque 9 de Julio. Chamado de “pulmão da cidade”, a maior área verde de San Miguel de Tucumán foi projetada para comemorar o centenário da independência. Lá, se veem ambulantes vendendo “facturas”, os doces típicos argentinos. Típicas também são as empanadas tucumanas, já que quase todas as províncias fazem o pastel de uma maneira diferente. O sanduíche de milanesa também é um prato popular por lá. Mas a comida mais característica de Tucumán é o panchuque. É uma espécie de cachorro-quente, feito com massa de crepe suíço com uma salsicha dentro e condimentado com maionese,  mostarda e ketchup. Ambos são boas opções para quem está com fome depois de passear todo o dia pela cidade.

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