Veranópolis

A Ponte do Rio das Antas está localizada entre Veranópolis e Bento Gonçalves

Veranópolis, na serra gaúcha, é considerada a Terra da Longevidade. Uma de suas imagens mais icônicas é a Ponte Ernesto Dornelles, também conhecida como Ponte do Rio das Antas. A estrutura que passa por cima do tortuoso curso d’água fica entre Veranópolis e Bento Gonçalves e sua fama é disputada pelas duas cidades.

Fotos históricas estão expostas em uma lanchonete próxima à ponte

A história da obra é trágica. Em 1944, dois anos depois do início de sua construção, um desabamento vitimou fatalmente inúmeros operários. Em agosto de 1952, ela foi inaugurada pelo governador do Rio Grande do Sul da época, Ernesto Dornelles. O resultado representou a maior ponte em concreto armado até então concluída nas Américas. Hoje, motociclistas e pedestres se arriscam para chegar ao topo dos seus dois arcos paralelos.

Os mirantes

Para poder apreciar a contrução, há alguns pontos de ao longo da RS-470 com vista para a ponte. A maioria deles são lanchonetes, vendas e restaurantes, que oferecem ao viajante, além de um refúgio para descanso e alimentação, uma oportunidade de contemplar o visual da região. Há alguns do lado de Bento Gonçalves e um em Veranópolis. Uns oito quilômetros antes de chegar ao limite dos municípios, há, ainda em Bento, o Mirante da Ferradura, de onde se tem uma linda visão de uma das curvas do rio.

O pôr do sol visto do Mirante da Ferradura foi um dos mais bonitos que já vi

Outro mirante que vale a parada é o Belvedere do Espigão. Localizado em Veranópolis, ele fica a cerca de sete quilômetros da ponte. A imagem do rio no meio da vegetação dos morros é muito bonita. Não é um espaço muito concorrido, mas sempre há turistas fotografando o cenário que se enxerga ao subir na plataforma.

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Do Mirante do Espigão se vê o Rio das Antas e os morros ao seu redor
O restaurante giratório de veranópolis

Outra grande atração de Veranópolis é a Torre Mirante da Serra, a aproximadamente oito quiômetros do belvedere. Ela abriga o Mascaroni Restaurante Giratório. Foi lá que eu, minha mãe e uma amiga dela almoçamos no sábado de Carnaval. Ele funciona no esquema de rodízio de carnes e massas, com entrada de sopa de capeletti, polenta e frios. A comida italiana é gostosa e farta, mas os R$ 72 cobrados pela refeição valem mais pela experiência de comer no único restaurante giratório do Brasil do que pela gastronomia.

A estrutura que gira é a parte do assoalho mais próxima às janelas. É nesta superfície que ficam todas as mesas do estabelecimento.  A volta de 360° é completada em mais ou menos duas horas, mas não apresenta nenhuma vista deslumbrante. Depois do almoço, subimos para o mirante no terceiro andar da construção de 80 metros inspirada na CN Tower, de Toronto, no Canadá. Um binóculo permite que se enxergue os morros mais de perto, mas o visual é praticamente o mesmo do restaurante.

É bom fazer uma reserva para almoçar lá. Há uma área para que os clientes aguardem no térreo com pequenas lojas e um cantinho com informações sobre cidades do Vale do Rio das Antas, mas o tempo de espera para quem não marcou horário com antecedência pode superar uma hora. Não nos programamos e acabamos tendo que dar uma volta pelo centro até que uma mesa fosse liberada para nós. Visitamos a praça central e a Igreja Matriz, que ficam a uns dois quilômetros do restaurante.

A Vinícola Simonetto
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A loja da vinícola fica nesta casa, e a produção é feita no subsolo

Veranópolis integra a Rota Uva e Vinho, que abrange muitos municípios serranos. Parte das vinícolas da região ficam em uma estrada vicinal, cuja entrada fica perto do Belvedere do Espigão. A Simonetto é mais próxima, e a que sempre escolho para ir quando estou pela área. A visitação custa R$ 10, que são abatidos caso haja consumação.

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O processo de produção dos espumantes é detalhado pela proprietária da vinícola

Gerida pela família Simonetto – marido, mulher e filho -, ela tem uma produção anual de 40 mil litros de vinho por ano, mais 10 mil de espumante. Durante o tour guiado, a dona da empresa explica como é feita a produção das bebidas, leva os turistas pelas instalações da pequena fábrica – que fica no porão da loja – detalha as diferenças entre os tipos de uva e, ao final, orienta a degustação dos sucos, vinhos e espumantes da casa. Tudo com aquela simpatia típica dos descendentes de imigrantes italianos.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Já visitamos Veranópolis e fomos conhecera ponte e as cascatas maravilhosas que têm por lá, inclusive o Parque dos monges que fica numa propriedade particular e com um belvedere lindíssimo e as cascatas dos três monges, vale à pena conhecer, mas não almoçamos no restaurante e nem visitamos a vinícola, então vamos voltar lá, dicas ótimas!

    1. melevaemboraestradaafora diz:

      Oi, Sarah. Não sabia desse Parque dos Monges! Vou procurá-lo da próxima vez. Bjs!

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