Lille

Lille, 2016 (Foto: Rafaela Ely)
Porte de Paris e campanário da prefeitura são dois dos monumentos mais marcantes de Lille

Em 2014, eu planejava estudar francês na França. Depois de alguns dias de busca, decidi por Lille, principalmente por ser uma cidade média – são cerca de 230 mil habitantes – próxima de outros locais que eu poderia visitar enquanto estivesse lá: Paris (capital que eu ainda não havia visitado), Inglaterra (nação pela qual sou apaixonada) e Bélgica (país que não conhecia até aquele momento).

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Todos os dias, pesquisava um pouco mais sobre o município e acabei criando um carinho pelo lugar. Mas então veio a oportunidade de ir à Turquia para o casamento de uma amiga naquele período e os planos para Lille foram abandonados. Contudo, essa ligação com a cidade ficou e me interessava sempre que via algo sobre ela (geralmente, chamadas para os jogos do time de futebol de lá).

Lille, 2016 (Foto: Rafaela Ely)
A área central da cidade de Lille tem arquitetura tipicamente francesa

Por isso, quando montei o roteiro da viagem à Europa de 2016, tive que incluí-la. Finalmente, eu conheceria Lille. Honestamente, fiquei aliviada de ter mudado de ideia lá em 2014. Não que a cidade não tenha atrativos, mas a conexão parecia maior à distância do que in loco. E olha que tive uma das melhores anfitriãs do Couchsurfing que poderia encontrar. Najet é uma simpática jovem francesa de pais marroquinos. Ao me receber em sua casa, preparou um almoço e, em seguida, foi minha guia em um passeio pelo centro.

O centro de Lille

Começamos a caminhada pela Place du Théâtre e pela Place Charles de Gaulle, onde estão alguns dos prédios históricos mais importantes. Um dos que chama mais a atenção é o campanário da Câmara da Indústria e Comércio (CCI), erguido no começo do século 20. Para quem prefere uma arquitetura mais moderna, a Catedral Notre Dame De La Treille, concluída em 1999, a cerca de meio quilômetro do CCI, é a pedida.

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O Parc de la Citadelle

Para descansar da caminhada debaixo do sol, nos dirigimos até o lugar preferido da minha guia, o Parque da  Cidadela (Parc De La Citadelle). Seus 60 hectares fazem desta a  maior rea verde – é a maior do município. No parque de diversões, compramos croustillons hollandais (que parecem muito com bolinhos de chuva). Nos afastamos para um ambiente mais tranquilo e sentamos na grama para fazer nosso lanche.

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Em seguida, passeamos um pouco mais para ver as ruínas da muralha. Bem no meio do terreno fica a citadela, concebida em 1667 com formato de pentágono. Concluída três anos depois, era uma pequena cidade cercada por bastiões em forma de estrela. Hoje, a edificação serve como um complexo militar, cujo interior raramente pode ser conhecido por visitantes externos.

Lille, 2016 (Foto: Rafaela Ely)
O Gare de Saint Sauveur é hoje dedicado às atividades relacionadas à cultura
O Gare de Saint Sauveur

A programação da noite foi no Gare de Saint Sauveur. A antiga estação de trem foi convertida em espaço cultural no ano de 2009. Lá acontecia um festival de rap gratuito. O lugar era muito acolhedor. O público, além de acompanhar a música na parte interna, aproveitava as mesas da área externa para curtir os amigos tomando uma cerveja ou drink para espantar o calor do verão. Gostei tanto da atmosfera dali que voltei na tarde seguinte para conferir o local durante o dia. Enquanto uns se divertiam com alguns brinquedos espalhados pelo pátio, outros passeavam pela exposição Lille3000.

Ao lado St So (apelido do Gare de Saint Sauveur) está o Parc Jean Baptiste Lebas. Com suas inconfundíveis grades vermelhas, o agradável parque tem uma pracinha para crianças – com equipamentos diferentes dos que eu já tinha visto e com pavimento emborrachado -, gramado bem cuidado e várias canchas de petanque (esporte que me lembrou muito a bocha – mas mais popular entre os jovens – e vi sendo jogado em todas as cidades que visitei na França).

A Porte de Paris

Um dos monumentos que mais me encantou em Lille fica a uma quadra da entrada norte do parque. A bela Porte de Paris servia como uma das entradas para os viajantes que chegavam à cidade na época em que foi  construída, entre 1685 e 1692. Esse arco do triunfo é circundado por um jardim abaixo do nível da rua que acrescenta ainda mais charme ao cenário, que ainda conta com o campanário da prefeitura.

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O Hôtel de Ville, sede da administração da cidade, foi construído em 1932 e é o prédio municipal mais alto do país graças à torre. A Unesco declarou estrutura de 104 metros como Patrimônio da Humanidade (assim como todos os outros campanários da França e da Bélgica). Para quem está disposto a pagar, é possível subir ao topo para ter uma vista em 360° de Lille.

A segunda noite em Lille foi diferente da primeira, mas igualmente especial. Najet convidou uma amiga portuguesa – que ela também conheceu no Couchsurfing – e nos ofereceu uma janta tipicamente marroquina: tagine. Desde o equipamento utilizado para fazer a comida (tipo de panela especial para a preparação do prato) até a maneira com que comemos (sem talheres, pegando carne e legumes com pedaços de pão), foi uma experiência inesquecível.

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Um comentário Adicione o seu

  1. Ester diz:

    Já visitei Lille e confesso que a cidade não me fascinou particularmente (talvez em comparação com outras na França), mas adorei visitar a Maison Charles de Gaulle, a casa-natal do general! Foi uma das minhas visitas preferidas na cidade! 🙂

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