Gent

Gent, 2016. (Foto: Rafaela Ely)
As construções em estilo medieval na beira do rio são a característica principal de Gent

Foi pela sugestão de um amigo que incluí Gent (ou Gante, ou Gande, ou Ghent) na viagem de um mês pela Europa. Eu não sabia da existência dela até aquele momento, mas incluí no roteiro mesmo assim. E foi muito fácil, pois ela fica entre as duas cidades belgas que eu planejava visitar: Bruxelas e Bruges.

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Consegui também achar um host do Couchsurfing por lá, ao contrário dos outros dois outros municípios da Bélgica. Além disso, o bilhete da empresa estatal de trem não é dos mais caros e tem horários flexíveis. Ou seja, eu não tinhas desculpas para não ir. E que decisão acertada! Gent entrou nos Top 10 destinos mais lindos em que já estive.

Gent, 2016. (Foto: Rafaela Ely)
Na ponte São Michel (ao fundo), é onde começa o centro histórico
O centro de Gent

Cerca de dois quilômetros e meio separam a estação Gent-Sint-Pieters e o centro e a caminhada pela maior parte deles pode ser feita pelas margens do Rio Lys, também conhecido como Leie). A cada passo, a beleza parece aumentar, até chegar ao ápice logo após passar por baixo da ponte São Michel, quando descortina-se mais de uma dezena de imóveis em estilo medieval. Por ali, se vê pessoas sentadas na mureta de concreto próxima ao rio, provavelmente tentado recuperar o fôlego diante de tanta formosura (pelo menos, esse foi o meu caso).

Saindo da beira do rio e entrando na rua da ponte, avista-se igreja São Nicolau, o campanário (declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco) e a catedral de São Bavo. Esse trio de prédios em estilo gótico é responsável pelo apelido do município: Cidade das Três Torres. Na São Nicolau, havia uma exposição fotográfica promovida pela Anistia Internacional com retratos de gays. Achei tocante e muito simbólico uma ação contra a violência de gênero dentro de um templo religioso.

Gent, 2016. (Foto: Rafaela Ely)
Homossexuais foram personagens da mostra da Anistia Internacional dentro da igreja São Nicolau

Eu já tinha caminhado quase três quilômetros (mais o tanto que havia andado em Bruxelas antes de embarcar) com a mochila nas costas, já que meu host do Couchsurfing já tinha saído para trabalhar quando cheguei, no fim da manhã. Quando o cansaço começou a bater, deitei na grama entre a igreja e o campanário o  e tirei um cochilo. Depois de recuperar as energias curtindo o sol e o ventinho, retomei o passeio.

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O castelo dos condes

A próxima parada foi Gravensteen, o castelo dos condes. Ele fica fora do centro histórico, mas história é o que não falta ali. Instrumentos de tortura, como guilhotina, cutelo, coleira de espinho e algema, são exibidos em algumas salas. Ao ver aqueles equipamentos, é inevitável refletir sobre a capacidade do ser humano em ser brutal. Para relaxar, é possível caminhar pelos muros da construção para ter uma vista magnífica da cidade. A visita custa 10 Euros e dura cerca de duas horas. Em frente à fortaleza da Idade Média, há uma pequena praça, também em estilo medieval, e a entrada para o antigo mercado de peixes.

A abadia de São Pedro tem origem no século 7
O host

Finalmente, havia chegado a hora de ir para a casa do anfitrião, que não poderia ser mais legal. Vicki é um jovem budista com quem conversei por horas a fio. Saímos para jantar batata recheada em uma lanchonete turca na rua das baladas (Gent é uma cidade universitária, mas, como era época de férias, a área estava vazia). Depois de comer (já eram quase 21h e o sol ainda estava alto), passeamos por locais interessantes da região, como a abadia de São Pedro e o Citadelpark para encerrar o dia na cidade.

O Citadelpark é um dos parques mais antigos da cidade de Gent

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